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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil

Taí um livro diferente. E quando eu falo diferente, não é só porque tem uma linguagem agradável - como o caso de 1808 e 1822 - e sim porque revira tudo o que já lemos até hoje sobre a história do Brasil. Como o próprio autor Leandro Narloch diz, no livro ele faz questões de mostrar as virtudes dos vilões e as maldades dos mocinhos da nossa história.

O livro trás, desde a realidade sobre a invenção do avião - que não foi feita pelo Santos Dumont - até os reais interesses da Inglaterra na Guerra do Paraguai, que não, não eram promover a guerra para acabar com o Paraguai, o país bem resolvido que não dependia da grande potência mundial para sobrevivência.

Além desses, outros diversos fatos são desmistificados pelo autor. Tudo aquilo que os autores de livros didáticos e professores de colégio nos fazem engolir goela abaixo vai ficar de ponta a cabeça e, enfim, descobriremos toda a realidade por trás dos fatos.

Ontem (08/12/2010), o Leandro esteve no programa do Jô falando do livro. Ver a entrevista dele é muito mais atraente do que ficar lendo mil descrições mal feitas por mim. Aqui seguem os vídeos da entrevista completa:




A quem viu a entrevista e ficou a fim de comprar o livro, no Submarino os livros estão com uma promoção imperdível e tá custando apenas R$ 19,90. Vale mesmo a pena!




terça-feira, 23 de novembro de 2010

História do Brasil para Principiantes

Trecho sobre a expulsão dos Holandeses do Brasil em 1654.


Ok, o titulo, a primeira vista faz crer que o livro é tosco, para que crianças entendam sobre história. Mas não, ele é bem divertido. Claro, não apresenta fatos históricos ricos em detalhes mas é muito útil e facilita o entendimento sobre a construção da nossa nação.

Da mesma série de Capitalismo para Principiantes, que eu já comentei aqui no blog, ele é todo formado por pequenas charges que recontam todo o passado desses 510 anos de história.

Carlos Eduardo Novaes reúne muitos personagens marcantes da nossa história em um estúdio de televisão como se eles fossem atores de um interminável novelão. Entre um fato e outro, encontramos Pelé e Zumbi no vestiário, Fernando Henrique comendo frango no restaurante da emissora, Getúlio Vargas conversando com outros presidentes gaúchos, dentre outras tantas histórias divertidas do livro.

Também vale lembrar que trechos do livro já foram utilizados por muitas universidades na criação de questões de vestibular. No Submarino, é possível encontrar o livro por R$ 35,90. Vale a pena conferir!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Orgulho Contestável




É notável a importância do 20 de Setembro para todos nós, gaúchos, que batemos no peito e dizemos que ser gaúcho está acima de ser brasileiro. Particularmente, não concordo com essa teoria regional. Sim, considero a Revolução Farroupilha um grande marco da história gaúcha, que se destacou por ser a maior e mais importante revolta do Período Regencial, mas acho que os pontos positivos acabam por aí. A revolução foi totalmente elitista, então os pobres não podiam pensar que ganhariam alguma coisa, pois, de fato, não ganharam.

No ano de 1835 havia um descontentamento dos grandes charqueadores com o governo central, pois o charque platino entrava no país com preço de venda bem inferior ao gaúcho, visto que este sofria fributações altíssimas. Assim, a elite começou a organizar-se para promover a revolta.

Desenvolverou-se então, uma sequência de fatos: a tomada de Porto Alegre, a Proclamação da República Rio-Grandense, a vinda de Garibaldi e o estendimento da revolução até Santa Catarina. 

Após Dom Pedro II assumir como imperador, era necessário acabar com o movimento, que já estava ganhando proporções consideráveis. Foi aí que mandou o Duque de Caxias (que na época ainda era Barão) para o Rio Grande do Sul com o objetivo de negociar o fim da revolução. Assim, o conflito terminou com um acordo, ao contrário do que muitos pensam até hoje. E quais foram os beneficiados? As elites, obviamente.

Os que sairam, de fato, prejudicados foram os escravos. Esses, recrutados para o combate, tiveram sua liberdade prometida quando a revolução chegasse ao fim. Como a guerra terminou em acordos políticos e a república Rio Grandense extinta, abolir a escravidão era algo impensável ao governo central. Mas esses escravos que batalharam tiveram sua libertação. Somente eles.

Nesse momento, os charqueadores perceberam que o retorno às fazendas seria um caos. E as famílias desses escravos? Continuavam escravas, lógico. A solução, então, foi matar todos os libertos antes de chegarem de volta às suas "casas". Uma grande safadeza com os que deram seu sangue pela causa gaúcha.


E agora eu pergunto: É disso que temos que nos orgulhar? Claro, boa parte das pessoas sequer sabe da versão real da história e acreditam que tudo que foi transmitido pela Rede Globo em "A Casa das Sete Mulheres" foi verídico. Um grande engano.

É por isso que não digo que sou gaúcho. Eu sou brasileiro. Me orgulho, sim, do meu estado, mas me orgulho da minha pátria acima disso. E assim como não gosto que falem mal dos gaúchos, não fico achando que todo bahiano é vagabundo ou todo carioca só vive de samba. As particularidades regionais de cada estado devem ser vistas como riqueza cultural e, acima de tudo, respeitadas.

Apesar disso, ainda admiro os farroupilhas que promoveram a revolução, tamanha foi a organização do manifesto e por ter perdurado por longos dez anos. E acho que temos, sim, motivos para lembrar esse 20 de Setembro, mas sem regionalismo exacerbado, claro.