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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Por um Brasil mais Politizado



Uma boa novidade, ao meu ver, é que está tramitando na câmara um projeto de lei que inclui no currículo obrigatório do Ensino Médio brasileiro a disciplina de ciências políticas. Segundo a proposta, os alunos teriam aulas do conteúdo técnico, não partidário, sobre as representações políticas, a história do voto no Brasil e as atribuições dos diferentes cargos políticos e dos três poderes, além de outros assuntos.


O deputado autor do projeto é de Goiás, o Ronaldo Caiado, do Democratas. A proposta irá alterar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a qual foi alterada pela última vez na inclusão das disciplinas de Sociologia e Filosofia.

Particularmente, vibrei ao ver a notícia, pois acho fundamental que todos tenham acesso à política, afinal de contas, isso pode decidir o destino do nosso país. Falo, porque se eu sei a função dos três poderes, por exemplo, foi porque eu procurei me informar e ler, mas nunca aprendi sobre. E acho que a inclusão da ciência política no currículo só tem a contribuir para a formação de pessoas cada dia mais cultas.

Mas ainda é cedo para comemorar. Como já citei, ainda é um projeto e a população tem que se mostrar a favor de sua aprovação. Político não é bobo, resolveram fazer o projeto justamente na época de eleição, ou seja, quando está todo mundo voltado para a Dilma e o Serra e esquece do resto. Ainda assim, pensamento positivo!

A notícia, na íntegra, saiu hoje na UOL. Quem quiser conferir, é só clicar aqui.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Valores Fundamentais



Saber a maneira adequada de educar é algo que sempre preocupou os pais. Talvez pelo autoritarismo rígido presente na educação de alguns anos atrás, a imposição de limites gera dúvidas nos educadores. Da mesma forma, os valores primordiais de um bom ensinamento não são bem estabelecidos. Como, então, proceder quando o filho chega?

É fundamental ter conhecimento sobre os valores básicos da educação: a responsabilidade e o respeito. Talvez, o conceito de responsabilidade seja mais claro, mas é importante aprendê-lo desde criança. Trapacear em jogos com os amiguinhos pode ser visto como esperteza pelos pais, mas, na verdade, essa desonestidade pode ser refletida em má índole futura com desrespeito da moral e da ética social. Já o respeito remete à liberdade. Quando se fala em orientação sexual, por exemplo, profere-se liberdade de fazer escolhas que devem ser respeitadas por todos.

Ao mesmo tempo, é necessário estabelecer limites. Muitos pais enfrentam dificuldades com isso, pois têm medo de cercar demais, ou de menos, os filhos. Essa dificuldade, na maioria das vezes, reflete uma confusão conceitual, na qual impor limites torna-se sinônimo de desamor. Por consequência, amar pode remeter a permissividade excessiva, passando de "nada pode" a "pode tudo". É necessário, portanto, ensinar que existe a frustração, a qual, apesar de desagradável, faz parte do mundo real. Esse limite ajuda, ainda, na percepção da identidade pessoal, aliando-se ao respeito e ao aumento da consciência do dever.

Destarte, percebe-se que tanto a responsabilidade e o respeito como a imposição de limites são fundamentais na educação dos filhos. Mas, para que se tenha sucesso, é importante saber que educar é o conjunto do que se diz e se faz. Pregar, por exemplo, o respeito e a honestidade não pode vir aliado à valorização dos que se dão bem ao aproveitarem-se de terceiros. Manter, pois, a coerência é fundamental para que os filhos possam seguir os ensinamentos dos pais.


Esse texto é a minha redação desta semana. Fi-lo hoje mais cedo e ainda não o entreguei, mas como gostei do tema, decidi postar aqui também. Espero tirar mais de 800 essa vez!